Novo começo depois da férias

Texto publicado no Instagram em 13 de fevereiro de 2020

Quando voltamos do Brasil, foi como se tivesse começado outra etapa na nossa vida. Aproveitamos essa pausa longa e, no retorno, aproveitamos para implementar, melhorar e ajustar algumas coisas dentro de casa. Como por exemplo, a Helena começou a dormir no quarto do Oliver, estamos colocando ele para dormir mais cedo e agora ele fica no quarto sozinho até adormecer. Mas digo isso, principalmente, porque o Oliver foi para o Brasil sem falar português e voltou falando. Isso me deu mais força e vontade em transmitir o português a ele e comecei a pensar em como poderia fazer ainda melhor. Como disse no meu post anterior, ele precisa.

Quando eu estava fazendo Au-Pair aqui na Alemanha, eles liam uma historinha para as crianças toda noite antes de dormir e eu fiquei apaixonada por esse ritual. Não eram muitas as vezes que eu as colocava para dormir, mas quando era preciso, essa era a minha parte favorita. E com a gente não podia ser diferente. Meu marido e eu lemos toda noite para o Oliver. Ele nunca vai para cama sem uma historinha. Quando a Helena nasceu, eu deixei de ler para ele e só o Jörg lia. Agora, com nossa rotina um pouco mais organizada, estou tentando ler com mais frequência, pelo menos a cada dois dias.

Outra coisa que eu fiz foi trazer vários livros para a nossa pequena “biblioteca”. A gente não tinha tantos em português e ele que escolhia o livro da vez. E se esse era em alemão, eu acabava lendo na língua que estava escrito. Se fosse um livro que eu já sabia de cor, eu contava em português. Mas quando é muito rimado, não tem muito jeito e é preciso ser em alemão. Mas sempre comentava ou acrescentava algo na minha língua. E o que eu tenho feito agora? Coloquei todos os livros em português em uma prateleira (que agora são muitos) e quando é a minha vez de ler, ele escolhe um livro daquela parte. Assim, esse é mais um momento do dia que é só nosso.

Eu sinto que eu erro em um ponto: falta de palavras. Elas me faltam na hora de me expressar ou explicar alguma coisa com muitos detalhes. Resumindo: eu sou prática. Ou eu tenho que me policiar para não falar: “Oliver, pega aquilo lá para mim para eu poder terminar esse negócio aqui, por favor?” Quando eu vejo meu marido com ele é a coisa mais fofa, ele explica tudo. TUDO! Com a maior paciência, com o triplo de palavras que eu usaria. Mas, sabendo disso, estou me policiando e quando o Oliver não entende algo, tento usar outras palavras e explicar melhor.

Nós já conquistamos tanto até agora. E o que ele mais precisa agora é da exposição ao português. Então, perceber onde posso melhorar e me esforçar para trazer ainda mais o Brasil para dentro de casa é a minha parte para ele não perder essa herança.

Escrito por: Ana Ehrmann

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