Quem são essas duas?

Com vocês, a Ana!

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Oi, eu sou a Ana, a idade a gente deixa de lado, sou brasileira, casada e tenho um filho de 1 ano. Estudei e trabalhei no Brasil, joguei tudo pro alto, vim para a Alemanha fazer Au-pair e não voltei mais. Moro aqui há 7 anos. No meio do meu ano como Au-pair, conheci meu atual marido. Consegui vir para cá por meio de trabalho, que eu gostava muito, e permaneci na empresa até sair de licença maternidade. No momento, sou mãe desse menino meio brasileiro e meio alemão, sapeca e festeiro. Adoro comparar culturas, tirar sarro e dar risada das suas particularidades (principalmente da alemã e da brasileira), ouvir experiências de outras pessoas no exterior e de famílias bilíngues. Quando esse tema começa, posso ficar horas ouvindo e comentando a respeito!

 

Com vocês, a Pri!

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Olá, eu sou a Priscilla, tenho a mesma idade da Ana (então a gente deixa de lado), brasileira, pesquisadora, professora, aluna de doutorado e apaixonada por línguas e culturas. Ainda não realizei meu sonho de ser mãe – para mim, o maior deles – mas sou uma tia muito coruja e morro de amores pelo bebê da Ana. Realizo pesquisas sobre a aquisição da língua portuguesa por crianças nascidas no exterior e espero poder compartilhar com vocês os conhecimentos que tenho adquirido sobre o tema. Sou apaixonada pela ideia de espalhar a língua portuguesa e a cultura brasileira pelo mundo!

No ano passado (2016), consegui uma bolsa de estudos e vim para a Alemanha desenvolver parte da minha pesquisa aqui. A partir de gravações de conversas com crianças, aplicações de testes e entrevistas com mães e profissionais da área da educação, busco entender como se processa a aquisição da língua portuguesa por crianças que vivem em um contexto bem especial: são filhos de mães brasileiras e nasceram na Alemanha ou vieram para cá ainda pequenos, tendo a oportunidade incrível de crescer em meio a duas línguas, duas culturas, duas identidades, dois mundos. Acho esse processo fascinante e não consigo parar de sorrir, quando vejo essas crianças – a quem chamamos de “brasileirinhos” – falando o português de modo tão fluente e percebo todo o trabalho por trás daquilo, toda a insistência e suor dos pais, ao longo do tempo, para que a língua portuguesa fosse transmitida aos filhos como uma verdadeira e preciosa herança, que traz com ela tudo aquilo que uma língua carrega consigo: um mundo de sabores, cores, sons, símbolos, lugares, paisagens, afetos. Dar ao seu filho uma língua como herança é promover isso e muito mais! É um ato de amor.