Quem são essas duas?

Com vocês, a Ana!

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Oi, eu sou a Ana, a idade a gente deixa de lado, sou brasileira, casada e tenho um filho de 3 anos e uma filha de 6 meses. Estudei e trabalhei no Brasil, joguei tudo pro alto, vim para a Alemanha fazer Au-pair e não voltei mais. Moro aqui há 9 anos. No meio do meu ano como Au-pair, conheci meu atual marido. Consegui vir para cá por meio de trabalho e no momento estou de licença maternidade.  Adoro comparar culturas, tirar sarro e dar risada das suas particularidades (principalmente da alemã e da brasileira), ouvir experiências de outras pessoas no exterior e de famílias bilíngues. Quando esse tema começa, posso ficar horas ouvindo e comentando a respeito!

 

Com vocês, a Pri!

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Olá! Eu sou a Priscilla. Sou brasileira, pesquisadora, professora, doutora em linguística e apaixonada por línguas e culturas. Moro na Suíça, sou casada e ainda não realizei meu sonho de ser mãe – para mim, o maior deles –, mas sou uma tia muito coruja e morro de amores pelos bebês da Ana. Desenvolvo pesquisas sobre a aquisição da língua portuguesa por crianças nascidas no exterior e espero poder compartilhar com vocês os conhecimentos que tenho adquirido sobre o tema. Sou apaixonada pela ideia de espalhar a língua portuguesa e a cultura brasileira pelo mundo!

Em 2016, consegui uma bolsa de pesquisa e passei um ano na Alemanha colhendo dados junto a famílias formadas por um casal binacional (mãe brasileira e pai alemão) e uma ou mais crianças nascidas na Alemanha. Fiz entrevistas, apliquei experimentos e me fascinei cada vez mais pelo tema da aquisição do português em contexto familiar. Tendo conseguido uma segunda bolsa, pude desenvolver a mesma pesquisa com famílias na Suíça (parte alemã) em 2018. Foi incrível poder observar essas crianças (meio brasileiras-meio alemãs e meio brasileiras-meio suíças) crescendo entre duas línguas, duas culturas, duas identidades, dois mundos. Acho esse processo apaixonante e não consigo parar de sorrir, quando vejo esses pequenos falando o português de modo tão fluente e percebo todo o trabalho por trás daquilo, toda a insistência e suor dos pais, ao longo do tempo, para que a língua portuguesa fosse transmitida aos filhos como uma verdadeira e preciosa herança, que traz com ela tudo aquilo que uma língua carrega consigo: um mundo de sabores, cores, sons, símbolos, lugares, paisagens, afetos. Dar ao seu filho uma língua como herança é promover isso e muito mais! É um ato de amor.