E tudo começou assim…

 

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Meus pais sempre deram muita importância para línguas estrangeiras e um bom colégio. Por isso, me colocaram em um bom colégio bicultural (brasileiro e alemão). Estudei dos 7 até os 17 anos nessa escola, que me proporcionou o aprendizado de alemão, inglês e espanhol. Quando a gente é criança, nem sempre enxerga a importância e as vantagens que tudo isso pode nos trazer. Mas fui em frente nesse caminho em que meus pais me colocaram e posso dizer que isso me abriu várias portas.

Como já comentamos aqui no blog, quando você aprende uma língua, não tem como deixar a cultura de lado. No colégio não foi diferente, a cultura alemã sempre esteve presente. Os professores tinham a preocupação em trazer a cultura alemã para dentro da sala de aula. Nós assistíamos filmes sobre a história do país, quando éramos crianças aprendemos músicas infantis e, depois, músicas mais “pop”, quando éramos adolescentes. Nas festas juninas, sempre tinha algumas barraquinhas típicas com comida alemã. Nas datas comemorativas, como, por exemplo, a reunificação da Alemanha, tocava o hino da Alemanha e o diretor sempre fazia um discurso a respeito. No colegial, fiz um intercâmbio para lá e, antes da ida dos alunos, ocorria uma vez por semana um encontro para que aspectos particulares da cultura alemã fossem discutidos e para evitar choques culturais.

Sinceramente,  nunca tive facilidade para línguas e sempre admirei crianças que crescem com duas.  Também por isso, acho que o Oli é um privilegiado. Para eu pegar o idioma para valer, preciso, pelo menos, ficar um tempo no país e conviver com a língua.  Aos 23 anos, estava determinada a morar fora assim que terminasse a faculdade. A minha prioridade era a Alemanha, pois eu queria, de uma vez por todas, dominar o idioma. Só sei que, por coincidência ou não, uma oportunidade de Au-Pair surgiu na minha porta, ou melhor, no lugar onde eu trabalhava. Na época, eu estava na área de importação de uma empresa automotiva e um funcionário da filial na Alemanha, de passagem pelo Brasil por conta de reuniões e treinamentos, precisava de uma Au-Pair. Fiquei sabendo e abracei a chance. Nunca tinha pensado em ficar com uma família cuidando de crianças, mas achei que seria bom já ter um pezinho na Alemanha.

Conheci meu atual marido nesse ano de Au-Pair e, antes de voltar ao Brasil, decidi procurar um emprego na Alemanha na minha área, pois já considerava meu alemão muito bom. Com um pouco de sorte ou não, consegui uma vaga na área de exportação para o Brasil e México. Dessa vez, foi o português que me ajudou.

Cada vez mais a gente vai conhecendo pessoas em situações parecidas que: ou começaram desde cedo uma trajetória bilingue, ou moram no exterior, ou têm uma família multicultural. Acho muito gostoso mesmo saber a história de cada pessoa. Sempre tem algo em particular que torna cada história especial.

Agora vou ter o prazer de acompanhar de pertinho a trajetória bilingue do Oli, que era tudo o que eu sempre quis para mim. E ele já começou a mostrar que entende as duas línguas! Ele já sabe imitar o leão e o peixe, quando perguntamos: “Como faz o leão?” ou “Como faz o peixe?”. Testei em alemão também e não é que deu certo? É tão gostoso de ver! E, diferente de mim, ele vai aprender as duas línguas brincando e cantando.

Quero só ver quando ele vai começar a me corrigir no alemão. =D

Agora queremos saber de vocês quando ou em que situação vocês perceberam que seus filhos já entendiam as duas línguas. Acho tão interessante! Compartilhem com a gente!

Escrito por Ana

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